Dose certa. Sem idealismo.

Já é madrugada e a cabeça pulsante em pensar não para. O sono não vem e o corpo não quer descansar... (Não há guarda-chuva contra o amor... ok, Titãs deixa pra depois.)
Lembranças surgem em uma fração de segundos, passando de uma imagem a outra na velocidade inversamente proporcional dos fatos.
Interrompida pelo pensamento entre o que sou/estou, me pego pensando nas renúncias que fiz e nas escolhas que acertei (ou errei).
Vejo a inconstância do meu humor, da minha paz, entre o desespero e a calmaria, percebo a influência dos fatores externos em mim, das críticas (construtivas em sua grande maioria) que recebo, das somas que faço, das construções que pratico dividindo com os outros o resultado, do fluxo de pensamento ora desnecessário, dos sentimentos as vezes desproporcionado, da bagunça total que não arrumei nessa vida...
E nesse turbilhão de pensamentos lembro de você... e lembrar de você me faz lembrar de mim numa felicidade tão majestosa que toda a mágoa que eu comecei a alimentar simplesmente já não quer ser.
E a única conclusão que chego é que cheguei numa proporção 80/20.
Entre momentos bons e ruins.
E acho que não preciso dizer mais nada. Isso já diz muito.

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