quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Atração fatal...


Amor obcessivo? Quem nunca pensou que morreria por falta de ar se um tal ser não olhasse pra você ou se encontrasse uma outra pessoa pra chamar de seu...
Ao longo da nossa experiência de vida nos deparamos com muitas "paixões eternas", "amores inesquecíveis" e etc...
Choramos quando mesmo vendo que não terá um futuro a tal relação, não conseguimos esquecer o tal ser... não sei bem se o que acontece é não conseguir esquecer ou não querer esquecer....

Acho que sou uma boa definição do que é obcessão...
Perdi quase um ano... 10 meses e pouco, completando 11 meses... por causa de uma pessoa...
Creio que idealizei demais para o que era de menos...
quando ele não estava olhando, meu olhar ficava preso a ele...
se ele não estava por perto, meus pensamentos voavam para junto dele...
quando conversavamos, sentia uma paz que até hoje não sei como explicar...
a verdade é que todo o assunto que eu tinha, era ele...
minhas amigas já não aguentavam mais com a falta de personalidade que fui ficando, tentaram me alertar, me fazer acordar, mais eu fiquei cega, não quis ver o que o dito deixou bem óbvio...
Até que a um mês atrás... (é, um mês... recente não?!?) eu descobri que não era aquilo que eu queria e o encanto foi desaparecendo... não ouso dizer que acabou por completo, mas afirmo com toda certeza que do 100% do que eu sentia, 90% já se foi...
Dizem que a gente aprende de verdade apenas em duas situações: ou em um grande amor ou em uma grande dor. Eu digo que, quando o grande amor e a grande dor se juntam, e a gente acaba por aprender só uma coisa: não vale a pena.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

sOpa!

Como qualquer outro dia... a cabeça fervilhando de pensamentos... daria uma bela sopa! mas não sei ao certo quais ingredientes devo colocar...

* ouvindo O Vento - L.H *

domingo, 10 de agosto de 2008

(L)

nenhum sorriso.... até falar contigo...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

(u)





O mundo vai girando cada vez mais veloz...
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência..





segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Definitivo...

definitivo

adj.,
que define;
terminante;
ultimado;
que não voltará a repertir-se.

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.


A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Anestesia geral....


Num momento qualquer da miha reles vida, perco meu chão, não me encontro, não sei o que quero encontrar...
Em um lugar desconhecido, nefasto, nada além de trevas que assolam meu ser... nada consigo enxergar... sinto um sopro frio, tenso, em minha direção...
sussurros que me dão medo e prazer simultaneamente...
vozes que gritam : "esqueça... esqueça... esqueça...", e eu, imóvel, gélida, sem saber que decisão tomar...
Não sei se estou perto ou longe demais do meu destino, nada verdade, nada sei!
O meu sonho vira pesadelo ou seria vice-versa?
Nem sei mais se estou frenética ou neurótica...
Essa anestesia que nada deixa eu saber, não abandona meu corpo, que se encontra nu, puro, intacto, inexpressivo, inútil....

Diagnóstico -> Estou morta!!!
Morri ao tentar reagir neste submundo onde máscaras tomam vida, suga a energia dos dançarinos da noite... Morri ao sair mais cedo desta festa e abandonar a máscara de Colombina...
Não arrependo! Descobri que o que eu achava que era amor era só obcessão...
no último ato descobri o que era amor...
Amor - próprio!

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